li < eu vi anteontem, acho...: May 2006

eu vi anteontem, acho...

livros, cerveja e vinho, filhos, música.

My Photo
Name: Arturo O.Bandini
Location: Santos, SP, Brazil

vou esperar meus filhos crescerem pra me dizer

Tuesday, May 30, 2006

Sogrão

Sempre me dei bem com o pai de Ludmilla. Quando nos encontramos tomo minhas cervejas, ele toma seus Steinhaeger ("nada abaixo de 13 graus") e conversamos bastante. Quem ouve acha que estamos discutindo porque ele sempre procura levar o assunto para política e aí já viu.

Como trabalhou na Volkswagen na época em que o PT começou é um petista roxo, pior que torcedor de futebol. Eu não sou nada. Quando converso com ele falo contra o PT. Quando converso com minha mãe, que odeia o PT, falo a favor. Alguém tem que jogar lenha na fogueira, ora.

O fato é que de uma hora para outra, sem razão aparente, o pai de Ludmilla cismou de me convencer a me afiliar ao partido. Eu? E não é de sacanagem, é sério mesmo. Pois agora sempre tem a hora de refletir "em como seria bom pra mim se eu entrasse no partido". Inclusive soube que comentou com minha sogra:"acho que estou quase convencendo o Arturo".

Hoje recebi um e-mail dele. Em anexo, o estatuto do PT.
Se nos próximos dias aparecer uma estrelinha vermelha solta pelo blog quer dizer que ele conseguiu.

Filosofia

Adesivo no vidro de um carro estacionado:

"O rico saca
O pobre saqueia
O político sacaneia"

É, faz sentido.

Monday, May 29, 2006

Leve engano

Ludmilla faz artesanato e vende para lojas. Ligaram pra cá no meio da tarde, atendi, uma mulher:

-Ludmilla está?
-Não, deve chegar em uma hora, uma hora e...
-Eu ligo depois.

Quando chegou viu no identificador a ligação.

-Ligaram da loja?
-Ligou uma mulher aí, nem falou de onde.
-Deve ser a Neide. (dona da loja)

Liga para loja, atende o Felipe, funcionário antigo, que Ludilla já conhece há tempos:

-Oi, Felipe, meu marido falou que ligaram daí, era voz de mulher, deve ser a Neide.
-Não, era eu mesmo.

Ela desliga e reclama:
-Pô, Arturo, como é que você diz que era voz de mulher?!
-Mas era...hum, talvez tenha me enganado.

O Felipe é gay assumido, talvez tenha aprimorado a voz. É minha a culpa?

Achei!


O álbum da Copa de 82. As figurinhas vinham em chicletes Ping Pong , era comum comprar um monte de chicletes, desembrulhar todos para ver as figurinhas e só depois se preocupar em mastigá-los.

Não estou colecionando o álbum novo - já apareceu até na TV essa "nova mania" - mas achei legal encontrar o antigo.

Faltou uma figurinha pra completar o Brasil. Eu tirei essa figurinha e a deixei descolada no álbum num dia de aula. Quando voltei do recreio - pelos cálculos do matemático Oswald de Souza estava na sétima série - tinham roubado a figurinha de dentro do álbum.

Consegui superar o trauma.

Não se contente com pouco!


Ludmilla e a sra.Aerowillys, mulher do sr. Aero( amigo das épocas de Capi) andam me zoando porque insisto em não comer fondue de queijo de pacotinho. Tudo bem que os queijos próprios custam caro e se a grana não tá sobrando em compensação tá faltando, mas não dá: já comi uma vez e parecia requeijão quente.

A gente é pobre mas é besta.

O Chato

As vezes tô de bobeira e fico pensando "pois é, não tá acontecendo nada...queria jogar alguma coisa no blog..."

Lembrei dos versos de um livrinho chamado Dicionário Quadrado:

"Chato é aquele infeliz
que sem ter nada a dizer
insistentemente diz".

Então sou o próprio.

Por lazer

Sou professor desde 93 e em todos esses anos ouvi a mesma pergunta de pessoas diferentes:

"-Você trabalha ou só dá aulas?"

Pro inferno!

Saturday, May 27, 2006

Celulares


Palestra na universidade sobre novas tecnologias para celulares. Sopa de letrinhas. Seu celular gsm-cdma-pda pode/poderá acessar uma body-personal-local-metropolitan-wide area network (leia-se ban, pan, lan, man, wan, mais broadcast) para que você ouça fm enquanto acompanha o visual radio, assista tv e dvd, faça vídeo-conferências, pague contas e, claro, através de upnp, se comunique com sua tv, impressora e geladeira.

Ligar pra alguém? Ligar também liga mas pra que com tantas outras coisas "maneiras" pra fazer?

Ao mesmo tempo em que me espanta a tecnologia me espanta a falta de crítica a essa tecnologia.
Os alunos babaram, claro. Mas durante a palestra perguntas como "mas isso serve pra alguma coisa?" ou "tá, que dá pra fazer dá, mas não vai custar tão caro e ficar tão complicado que é melhor fazer do jeito normal?" ficaram rondando a minha volta.

Na imagem, olha a alegria dos felizes usuários do serviço de telefonia móvel. Um deles pode ser você amanhã. Ou pior, pode ser você hoje.

Thursday, May 25, 2006

Irritante...

...o comercial de cartão de crédito onde o sujeito pega umas laranjas e tem um mala-sem-alça encostado na cerca pronto pra cobrar. "Não tenho dinheiro, só cartão",
quase diz o laranjão, e o outro saca um leitor portátil do bolso. Velho avarento, se tivesse levado um cartão da pousada em lugar de cobrar as laranjas talvez ganhasse um hóspede.

Eu sei, eu sei, é de mentirinha...

Uns parabéns...

Hoje é aniversário de um dos irmãos de Ludmilla. Parabéns, Caba, a vida, dizem, começa aos 40. Pra você começa hoje.

Também hoje os gêmeos fazem 2 anos e 5 meses. Desde aquele dia de Natal inesquecível de 2003 até agora acho que não entendi completamente o que é ser pai de duas criaturas
tão especiais. Aqui as coisas ainda não funcionam a cartão, é com ficha mesmo e ela demora a cair.

Já que só se fala em Copa...


Dizem que os resultados de Copas do Mundo são combinados. Não sei se chega a tanto, se bem que aquela final contra a França em 98 foi muuuuuuito esquisita. Se formos abrir o saco de coisas esquisitas em Copas a lista vai longe, só a roubalheira contra a Itália em 2002 já daria pra desconfiar.

O fato é que existem resultados convenientes e outros nem tanto. Futebol é um negócio, bem lucrativo por sinal (ê, novidade!). Uma vitória do Brasil em 2006, por exemplo, seria bem desinteressante. Talvez aconteça - tomara (um "tomara" já nem muito animado, confesso) - mas qual seria a graça? Uma brincadeira com seis crianças onde uma ganha a toda hora desinteressa as outras cinco.

Vou fazer umas listinha do que, na minha humilde mas existente opinião, faria a Fifa lamber os beiços:

- Uma seleção africana vencer a Copa. Difícil porque eles são bons pra correr maratonas mas deixam a desejar no futebol, apesar de já terem ouro em olimpíada, coisa que não temos.

- Se não der pra ser africana, se fosse uma asiática...difícil também, mas o que importa não é o tamanho do futebol, é o tamanho do mercado em potencial.

- Tá bom, tá bom, pelo menos se fosse uma seleção que nunca venceu...Espanha, Portugal ou Holanda. Daria pro gasto.

-Digamos que não. Últimas esperanças, algum país que já venceu mas que não seja o Brasil.

A única hipótese pior do que o hexa do Brasil seria os Estados Unidos campeão. Um país que chama futebol de soccer e que tem Bush e Condoleezza na torcida...o mundo não merece.

Wednesday, May 24, 2006

Você não soube me amar


Onde você esteve no dia 13 de abril de 1985? Remexendo nas pilhas de papel encaixotados na biblioteca da casa de minha mãe descobri vestígios do meu passado. Este post e os três próximos mostram alguns deles.

Por exemplo, esse show da Blitz. Sei que não eram um primor musical mas não posso negar que coloriram minha adolescência. Só depois chegaram Legião, Capital Inicial, Paralamas e Plebe Rude. Antes a gente se virava a dois passos do paraíso mesmo.

Aumenta que isso aí é...o que é isso mesmo?


Da Blitz a evolução natural me levou ao rock. Na época era comum shows que atravessavam a madrugada, quando a última banda entrava nem o público nem os músicos aguentavam mais.

Esse daí foi legal, principalmente quando, lá pras 5 e meia da manhã, o pessoal do clube cismou de querer desmontar o palco e o Catalau, vocalista do Golpe de Estado, subiu em uma pilha imensa de caixas de som e não queria descer para que o show não parasse.

Me lembrou um trecho de Golpe:"Se foi minha culpa então me desculpa, minha alma já nasceu pagã. Ontem foi ontem, hoje é hoje, amanhã e me preocupo amanhã. Vou vivendo meus dias de glória que o passado ainda não enterrou..."

Sul, a fronteira final


Com 18 anos arrumei uma namorada numa cidadezinha de alemães perto de Foz do Iguaçu. É claro que mais legal que a namorada era a aventura de chegar até lá: saia num Pluma no final da tarde de Santos, desembarcava na estrada as 5 da manhã e caminhava até a rodoviária de Medianeira. Esperava o guichê da empresa abrir para comprar a passagem de volta e depois pegava um ônibus daqueles onde vai gente-sacola-bode-galinha e andava 1 hora e meia em estrada de terra, onde se escondia minha escolhida...

Pra mim era o máximo, me sentia desbravando o velho oeste. O namoro? Foi eterno enquanto durou. As viagens foram demais.

Vila Belmiro


Entre 1984 e 1988 (14 e 18 anos) frequentei bastante a Vila. Naquela época já evitava clássicos por causa das brigas. Vi muitas vitórias, alguns empates e poucas derrotas. Flamengo, Bahia, Náutico, Portuguesa de Desportos, Tuna Luso(!). Times de São Paulo sumidos como Taquaritinga, XV de Jaú, Ferroviária, Comercial e Bandeirantes.

E uma incrível derrota por 1 a 0 para o Treze da Paraíba em 12/10/86. Lembrar eu não lembro, mas aposto que nesse dia não saí nada contente do estádio.

Tuesday, May 23, 2006

O nome dela é Alisson Lee


Odeio moda mas a velha cachorra-preta-de-quase-doze-anos-meio-cega-meio-surda-mas-um-doce dos Bandini não está fashion?

"Dijite um número"

É comum encontrar erros de português em trabalhos de informática. Como sou um professor bonzinho não tiro pontos mas deveria. Hoje de manhã os alunos de ensino médio me cansaram um pouco: pedi para criarem um arquivo chamado "confirma.html". Metade dos alunos criou, a outra metade foi de "comfirma.html" mesmo.

Talvez a professora de português da escola não seja muito boa...

Me poupe!


Não bastasse o trilhão de usernames e senhas que a gente tem que ter para tudo agora ainda tem a "verificação" de um código, para evitar acessos automáticos. Entendo, mas estão ficando tão confusos que daqui a pouco ninguém mais consegue se cadastrar em nada...

E o pior é que depois do monte de letras embaralhadas vem a mensagem "There was an error processing your request, please try again".

Estar vivo


Ontem Ludmilla comentou que "talvez fizesse um caldo verde". Pronto, acordou a lumbriga que vive dentro de mim. Acho que se não comesse o bendito caldo eu tinha um troço. Então sai na chuva, sete e meia da noite, pra comprar couve, batata, o básico para viabilizar o complexo.

Deixei as compras no carro e atravessei a Pedro Lessa para comprar fraldas para os pequenos Bandini(bem que eles podiam aprender a usar logo o peniquinho, vai ser uma baita economia...). Na volta, mais chuva. Mas ao invés de reclamar, vendo as gotas contra os faróis dos carros e postes de luz, cruzei a avenida com uma baita sensação boa de estar vivo, sentindo aquele friozinho, andando em meio aos carros, indo para casa onde Ludmilla e os pequenos me esperavam.

Talvez fosse efeito da notícia da morte recente de um conhecido, um cara com a minha idade, com filhos e um bom emprego. Talvez tenha lembrado de uma passagem do Mundo de Sofia, onde o escritor sugere que deveríamos reparar mais nas coisas simples da vida, sempre ignoradas pelo ritmo alucinante do trabalho. Sei lá.

Só sei que me senti bem. Ah, e o caldo verde ficou uma delícia.

Mundo o que?

Duas surpresas envolvendo o Overmundo no mesmo dia. Encontro um comentário de Julia Debasse aqui no blog e uma música de meu amigo Capi com um monte de Overpontos bem na página inicial. O Overmundo tem um algoritmo - olha o professor de programação falando...- que atribui pontos através de votos e os retira de acordo com o tempo em que "a obra" (música, texto, quadrinhos, o que quer que seja) permanece no site. Isso faz com que haja sempre coisas novas "na frente", estampadas na abertura da página.

É legal garimpar coisas novas, principalmete músicas. Foi assim que achei , entre outras, a música da Júlia, um rock bem vigoroso, vale a pena ir lá e dar uma escutadinha.

Quanto ao Capi, sei que se ele pudesse largava o emprego e ia viver de música, por isso achei bacana o fato de tanta gente ter ouvido (e gostado) de sua música (ou "canção", como ele prefere).

Até telefonei pra comentar, eu, que odeio falar ao telefone.

Friday, May 19, 2006

Pé de valsa


Não gosto muito de dançar, não tenho coordenação motora suficiente, não "sinto a música", sei lá. Só me arrisco em festas quando Ludmilla, impaciente, começa a me fuzilar com os olhos. Mesmo assim tenho de estar, ãh, um pouco embalado, digamos assim.

Mas gosto de dançar com a pequena Bandini. Ela gargalha, se diverte e como é pequena e fica no meu colo não tenho problemas em pisar no pé de ninguém. Ontem mesmo estávamos ouvindo música e começou Crazy, do Aerosmith. Pequei a pequena no colo e ensaiei uns passos. Ela adorou, soltou uns gritinhos agudos acompanhando a música e o movimento. Quando acabou e a coloquei no chão ela esticou os bracinhos, querendo subir, repetindo "mais música, papai".

Chato foi um dia em que estava rodopiando com ela na sala e ouvi a campainha tocar: olhei para a janela, normalmente escondida pela cortina que nos protege de olhares externos, e lá estava uma cliente de Ludmilla, me olhando meio perplexa meio divertida. Alguém, provavelmente o pequeno, havia puxado a cortina até a metade.

O pior foi sair com aquela cara de bolinha para atender a mulher...

Thursday, May 18, 2006

Não vivemos só de más notícias!


Comprei cerveja Serrana por R$0,49 a lata no Barateiro e o Marcus James de qualquer tipo está a R$10,50 a garrafa, inclusive o tannat, no Central. Pequenos prazeres que não matam imediatamente.

De dar medo no Homer


A violência em São Paulo desviou o foco de alguns problemas como a Bolívia do Evo e a Venezuela de Chavez, o vocês-sabem-onde do Bush e o cara de turbante do Irã. Ontem na BCC, enquanto não metralhavam a universidade, li que Tropas do Equador ocupam petroleira dos EUA. O problema já se arrastava juridicamente desde 2000 mas talvez animado com os acontecimentos na Sud America o Equador resolveu agir.

Sinistro. Parece que o mundo está passando por uma fase estranha, onde pessoas sem muito raciocínio estão mandando.

O pior presente


Anteontem na faculdade, em pleno horário de intervalo algum azarado "ganhou" um telegrama animado. Bom na porta, em fila dupla, um velho fiat 147 todo pintado com bolinhas coloridas e adornado com balões estacionou e acionou os alto-falantes ("som na caixa, Mané"), música da Xuxa altíssima.

Uma menina com uma fantasia que lembrava vagamente a Minnie desceu e, de microfone em punho, começou a vergonha pública: "fulano de tal, do primeiro ano de direito, aparece!". Claro, juntou gente que, no embalo, ajudou em côro a chamar o fulano de tal do primeiro ano de direito.

Recebido aos gritos, foi presenteado com uma mensagem de amor das mais piegas, recebeu flores e, humilhado, desapareceu corredores adentro. Antes de terminar, mais uma música da Xuxa, aquela do aniversário.

Missão cumprida, Minnie embarcou no fiat 147 e partiu em uma nova missão, para envergonhar outro alguém em algum lugar na cidade.

O próximo, por favor


Ia comentar mais alguma coisa sobre Sofia e seu mundo mas acordei sem vontade. Tem um site interessante que resume o pensamento dos filósofos citados no livro.

Agora o caminho é "Contos do Don", de Mikail Cholokov. Nunca li nada do autor mas gosto da melancolia russa de Tchecov e Tolstoi então decidi arriscar (R$6,00 no sebo).

547 páginas depois...

Finalmente acabei O Mundo de Sofia, do Jostein Gaarder. Gostei muito. Sou um completo ignorante em filosofia, tirando aquela bem barata, de bar. Leigo mesmo. Foi bom entender alguns conceitos de Platão, Aristóteles, Descartes, Spinoza, Kant e outros "palavrões". Confesso que não saberia diferenciar o que cada um defendia mas o conjunto te faz pensar melhor, sem dúvida.

Amanhã falo mais alguma coisa sobre isso. Ainda preciso por o lixo na rua e dar comida pro cachorro. Kant pode esperar.

Lembrete

Sr.Gafanhotão, meu querido cunhado, como não consigo mais achá-lo nesses tempos de PCC queria pedir que, caso a memória o ajude, recolha do seu carro o livro "Todos os Fogos o Fogo", do Cortazar, que esqueci quando ia emprestá-lo ao Capi, antes que uma dimensão desconhecida o engula ou que a mãe do Marcola apareça e o metralhe, esfacelando-o em mil pedaços.

Que papelão!

Não quero falar mais nisso porque cansou mas hoje a noite de novo! 6 da tarde, prestes a sair pras aulas, começam os boatos: "mataram a mãe do Marcola e tem toque de recolher". Fosse o que fosse não podia faltar a 5 aulas na faculdade por causa da mãe do Marcola!

Fui. Trânsito normal, cheguei lá, alunos em pânico. "Vai ter aula?". Claro que sim. Celulares tocando, daqui a pouco sirenes da polícia na rua, não deu quarenta minutos foi quase todo mundo embora, ficou 1 aluno.

Fim das contas, saí as 10 e meia, mais cedo que o normal. Ruas com pouco movimento mas tranquilas, em 15 minutos estava em casa. Um carrinheiro arrumava os papelões na calçada do vizinho, deu boa noite e pediu desculpas pelo monte de papelão amontoado.

Desculpas? Se todo problema fosse esse...

Monday, May 15, 2006

Quase meia noite, desde as 20h as ruas estão desertas. O colégio quase em frente de casa fechou as 17h, o entra e sai dos prédios ao redor cessou. No canal 5, dá pra ver daqui, ninguém. Incrível mas não passa um carro.

Acho que amanhã todo esse drama parecerá exagerado (se já não parece agora). Por outro lado, quem na segunda-feira, início de semana, pensa nos amigos? Depois dos boatos no Carrefour voltei pra casa preocupado com a família, com os "chegados". Imaginei onde estariam Sr. Aero-Willyans, que trabalha no Guarujá , lugar meio perigoso, Capi, Sr. Gafanhotão...pensei até em gente que não conheço, como o pessoal que escreve em blogs que leio e moram na capital...

O helicóptero da polícia agora sossegou depois de rondar por uma hora as imediações. Estão todos bem, trancados em casa com a família? Então tá bom.

Mas a que ponto nós chegamos...

Olhares II

Pra desanuviar, ontem foi dia das mães. Saí enquanto todos dormiam, comprei umas coisas gostosas pro café em família e 2 vasinhos de violetas para os pequenos Bandini darem para Ludmilla.

Não sei o que foi melhor: o olhar dos pequenos ao pegarem os vasinhos, na ansiedade em dá-los para a mãe, ou se o olhar de Ludmilla, já molhado de lágrimas, ao ver aquelas miniaturas de gente entrando na cozinha e repetindo duzentas vezes, satisfeitos: "feliz dia das mães, mamãe, feliz dia das mães, mamãe".

Olhares I

Estranho ver a pequena Bandini, de 2 anos e meio, olhando com cara de quem não está entendendo a imagem de um ônibus pegando fogo na TV enquanto o locutor falava do "crime organizado". Estranha sensação em ver algo tão puro e vulnerável assistindo algo tão violento e irracional.

Nada de aula

E da faculdade onde dou aulas ligaram dizendo que hoje a noite não haveria atividades.
E do colégio onde dou aulas ligaram agora dizendo que amanhã não haverá atividades.

Fatos e boatos

Não costumo falar sobre assuntos muito contundentes que invadem a tv e os jornais e normalmente tem um conceito óbvio ao qual não teria quase nada a acrescentar além do senso comum. Por exemplo, sobre os ataques terroristas em Londres não escrevi nada pois era clara a indignação de todos, acrescentar o que? Além disso, ver desgraça na tv e nos jornais já enche, entrar num blog pra ver mais desgraça não dá.

Não ia falar nada dessa onda de violência em São Paulo se não tivesse saido pra levar a Alisson, nossa cachorra velha, para banho e tosa agendado desde quinta. Saí de casa tranquilo, ciente de que os problemas de segurança eram concentrados contra a polícia e em determinados lugares. Além disso não moramos em local perigoso e não vi nada que pudesse alterar a rotina.

No pet shop, enquanto conversava sobre o corte da velha cachorra preta, chega um cliente apavorado: "estava tendo tiroteio não sei aonde, a polícia me parou apontando as armas, pensei que iam me fuzilar...". O pessoal ao redor fez aquela cara de enterro e eu ali esperando, querendo saber quanto tempo ia demorar a faxina na Alisson.

Na volta tinha de pagar o plano de saúde e parei no Carrefour do Praiamar Shopping. Daí me encontrei no pior lugar para se estar numa crise: uma fila. Tramelas abertas:"botaram fogo no Pão de Açúcar de São Vicente", "metralharam duas escolas na Ponta da Praia", "o Gonzaga está fechado e assaltaram todas as lojas da rua Bahia", "já fecharam o shopping e vão fechar o Carrefour".

De tanto ouvir você começa a ficar nervoso. A lerdeza dos usuários de caixa eletrônico é a mesma com crise ou sem crise e a fila foi aumentando. Toca o celular do fulano a minha frente, ele já repassa o noticiário:"pois é, fulano, metralharam duas escolas, o shopping fechou e o Carrefour tá fechando". Verdade? Metralharam mesmo? Fulano fala com a certeza de quem presenciou...

Olhei para as portas do Carrefour, abertas, sem nenhum movimento de funcionários que indicasse fechamento. Eram 3 e meia da tarde.

Ainda fiz umas compras pra "cobrir" o estacionamento, nas filas do caixa aquele papo:"o Brasil tá pior que o Iraque". Um cara se revoltou:"ah, então vai morar no Iraque!". Seria alguém do PCC? Não, era alguém que não estava disposto a se deixar contaminar pela boataria.

Voltei pra casa preocupado, daí fiquei analisando: o que "de fato" interferiu em meu pensamento nessa saida que mudou meu estado de espírito? Nada. Boatos. Seria verdade? Possivelmente não. Mas o "telefone sem fio" que constroem nessas situações acaba esmagando qualquer lógica.

As 5 da tarde fui buscar a Alisson no pet shop. Estava trancado e tive de bater na porta uns 10 minutos até abrirem. O trânsito parecia normal, cheguei em casa com a velha cachorro cheirosa e com um lacinho cor de rosa entre as orelhas.

E na passagem ainda vi que o Carrefour continuava aberto.

Saturday, May 13, 2006

Embaianning


Tunning é aquela "arte" de encher o carro de tralha: tv, dvd, caixas de som gigantescas, amplificadores, neon...acho que deveriam chamar de embaianning, porque você deixa seu carro baiano pra caramba (ouvi dizer que essa expressão ia ser considerada preconceito mas enquanto não é).

O cara tem um fusca que custa 5 mil reais. Daí põe 20 mil de equipamento. Será que ele não pensou em vender o fusca e comprar um carro de 25 ? Não, ele enfia tudo no fusca, só cabe o cara e as caixas de som, liga o neon e sai com o volume no máximo. Provavelmente começará a perder a audição e chegará a brilhante conclusão de que precisa colocar mais uma caixa de som e um amplificador porque "o som está baixo".

(na foto vemos um veículo tunnado)

Não gosto de tecnologia


Celular. Ê coisinha irritante! Podiam tirar joguinhos, calendários, agendas, milhões de coisas inúteis se fizessem 2 coisas: impossibilitassem a clonagem e melhorassem a cobertura.

Pra que internet em celular? Joguinho? No final fica tanta coisa que pra fazer o básico é menu e botão que não acabam mais. Sem falar que você compra o cartão, carrega e "se não usar em dois meses você perde os créditos". Perde por que? Evaporam? É alguma lei nova da física? Ou é pura exploração? Perde o que pagou e não usou. Ah, tenha paciência...

Geladeira que acessa internet!!??. O vendedor diz que a pessoa pode acessar a internet pra "pegar a receita" enquanto cozinha. Será que ele já ouviu falar em "livro de receitas"? A pessoa que tem uma geladeira dessa tem umas três empregadas pra fazer o almoço.

Casa inteligente. A idéia poderia ser interessante mas não pro lado que levam. "Ah, você está no trabalho e antes de sair liga a máquina de lavar roupas pela internet. Quando chegar está tudo lavado". Pendurar no varal a casa não pendura, né? E passar a roupa? E quando der um curto na casa intelingente e ela ficar burra?

Carro com 20 porta-copos e tralhas. Isso é tecnologia nova? Pra que? Você vai dirigir ou vai carregar a casa por aí? Enquanto pilota come batata frita, toma refrigerante, assiste DVD...o que nos leva ao tunning.

Gosto de tecnologia


O jogo do Santos não está passando na tv. Então estou seguinto o dito cujo pelo Terra, ouvindo na rádio Bandeirantes on-line e enquanto isso escrevo no blog e passeio no Google Earth. Aliás, cada vez que mexo nesse programa me espanto: o pessoal do Google deve ser de outro planeta (dizem que de Júpiter), não é possível a rapidez de processamento, a facilidade do uso, impressionante. Tirando o gmail, as buscas, o search desktop...

Seriado bizarro


Ontem assistia Alf, o Eteimoso com o pequeno Bandini no Nick Nite. Reprisam coisas antigas, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, por aí. Os pequenos adoraram Alf e até pra mim é legal rever alguns episódios, volto no tempo. Quando acabou o pequeno pediu "mais Alf" e ficamos esperando a próxima atração. Foi quando apareceu um seriado grotesco, Mork and Mindy. Esquisito, horrível, e o mais estranho: eu não lembro de tê-lo visto quando era pequeno! Deve ser do início dos 70, os carros e as ruas pareciam os mesmos de Shazam (aquele que viajava de trailler) e Columbo.

O curioso é ver o protagonista da série, de suspensórios e cara de idiota: Robin Willians.

Friday, May 12, 2006

Grudou


"Sim senhore, positone
uma história eu vou inventar
tenho uma caixa de histórias
e elas são demais, são demais!"

Não tenho muita certeza se é isso, mas essa musiquinha da Pinky Dinky Doo grudou no meu ouvido. Já me peguei nos corredores da faculdade cantarolando quase que inconscientemente essa coisa. Alguém sabe como desinfetar a mente desses chicletes?

Missão Impossível




É manter a concentração para preparar aulas enquanto os gêmeos estão com a macaca (devem ser várias macacas), as berros, implicando com o mundo.

Ou, como a pequena Bandini diz, "Tudo NÃO".

Contundida

A pequena Bandini avança pelo meio da sala, dribla um tico-tico, passa pela melancia maluca, contorna a mesa de jantar, desce a toda velocidade paralela ao sofá, passa pelo pequeno Bandini, faz a curva em duas rodas em direção a cozinha, tropeça num chinelo e POW! Poooooooooooow! de cabeça na geladeira.

E lá vou eu andando até a farmácia para comprar hirudoid enquanto Ludmilla derrete cubos de gelo no enorme galo na testa da pequena.

Thursday, May 11, 2006

Ainda música

Uma linda que relembrei ontem, Bewildered, The Notting Hillbillies - um dos grupos onde o Mark Knopfler(Dire Straits) toca as vezes. Romântica sem ser melada.

Uma diferente (e nova) que gostei bastante foi Mardy Bum, dos Artic Monkeys. Não tem classe mas é diferentona.

Badfinger


Não se ouve muito falar neles mas as vezes regravam alguma música ("Without you", por exemplo). Diziam que seriam os novos Beatles - e, claro, não foram , até porque 2 integrantes se suicidaram, os que mais compunham. Uma pena.

Não costumo reproduzir letras de música mas não custa uma lasca de Shine on:

Shine on, shine on me
All I know is now I want you close to me
I can't really tell you what the future's gonna be
Just for now, little lady, shine on me

Lean on, lean on me
Something tells me that's the way it's gotta be
I can't really show you what the future's gonna be
Just for now, little lady, lean on me

To fall in love with love was maybe, just a fantasy
And promises we made could be insane
Don't think of tomorrow, yesterday is past
And if you could, you know we could make it last

Reencontro


Tenho uma rotina noturna: chegando tarde ou não das aulas dou comida pro cachorro (nossa pobre cocker idosa que agora está com bicho numa pata traseira e anda mancando), ponho o lixo na rua e fervo a mamadeira dos pequenos Bandini.

Ontem (ou hoje de madrugada), terminados os afazeres, percebo que Ludmilla e os gêmeos estão dormindo...seria um milagre da fé? Cervejas na geladeira, sozinho de madrugada e sem hora pra acordar!

Como um idiota tentei primeiro a TV. Claro - e ainda bem - que nada de interessante estava passando. Então fui mexer nos CDs. Não tenho ouvido muita música e, quando faço, é no computador (diabo de mp3).

Comecei com um dos meus discos preferidos (sou antigo, falo "diretório" em vez de "pasta" e "disco" em vez "album"), Making Movies, do Dire Straits. Ouvi quase inteiro e decidi variar: a instrumental do Joe Sartriani, "Always You, Always Me", depois "Far Away", uma antiga do Scorpions, de 74, letra bobinha mas intensa, depois Badfinger, a que eu mais gosto, "Shine On".
Pra terminar, Led: o II e o House of the Holy, incluindo a que acho mais bonita , "Rain Song".

Olhei no relógio: 4 da manhã. Tive uma ótima noite, digo, manhã de sono...

Tuesday, May 09, 2006

Propagandas

Como consumidor gosto de dar pitacos nos comerciais que assisto na tv. Um que acabei de ver e mudo de canal cada vez que passa é a campanha da Vivo com a Regina Duarte e a filha. Não entendo como duas antipáticas como elas conseguem fazer comercial de qualquer coisa. E ficam naquele papinho fuleiro "a primeira coisa que você falou foi papai e a segunda foi dobro". Fui dormir debaixo da pia com uma goteira na testa de tanto rir.

Engraçada é a da Skol onde os caras ficam mudando a trave de lugar. "Na rede pelo lado de fora". Pode ser que seja propaganda pra homem, junta futebol, cerveja e humor bobo, mas dou risada toda vez que passa. Tá bom, não é AQUELA gargalhada mas dá pro gasto.

Caminhos

Vi no sitemeter que alguém chegou até aqui procurando no google "quantos filhos tem um camaleão". Não sei se espanta mais o google devolver o endereço deste blog a partir dessa busca ou uma pessoa ter interesse no número de filhotes de um camaleão (aqui diz que são colocados de 30 a 40 ovos, quantos nascem eu não sei).

Existem outras buscas interessantes do tipo "dinâmicas em grupo para evangélicos" (coitado, o crente caiu logo neste ninho de um pecador) ou "pavê leve e barato" (eu nem gosto de pavê). Todas, claro, infrutíferas.

Monday, May 08, 2006

Órbita expandida


O Corinthians estava treinando em São Paulo.
O Corinthians perdeu do River Plate.
Daí o Corinthians foi treinar no interior de SP.
Daí o Corinthians perdeu do São Paulo.
Agora o Corinthians foi treinar em Curitiba.
Se perder mais uns 2 jogos o próximo treino é na Argentina.

Além disso, o Corinthians tem o Tevez que além de argentino é bonito.

Ora, picas!

Aula de sexta, medidas de CSS, lembrou o comercial onde o cara não precisa pagar o combustível porque ganhou uma promoção, põe gasolina e tira sarro e o frentista fala "o pior é aguentar as piadinhas".

Centímetros, pixels, milímetros, porcentagem, pontos, polegadas, em, ex, picas...todas as medidas são aceitas nas cascading style sheets. É só botar o exemplo na lousa e começam as risadinhas nervosas. Depois os comentários : "vamos por uma pica entre uma imagem e outra". "Olha, o fulano de tal é que entende de picas".

É aquela aula que você sabe como a platéia vai reagir e explora isso pra conseguir desanuviar o ambiente. Pode ser primeiro ano de faculdade, por ser doutorado. Vai funcionar sempre.

No curso de sábado o professor falou dessas medidas. Apesar de apenas professores na assistência a reação foi a mesma: "ouvi dizer que quem entende de picas é o pessoal de Campinas". E o cara que estava dando o curso falou que não sabia nem o que era isso, que provavelmente ninguém sabia. Chutaram a hipótese de ser uma medida de Portugal, assim como milhas e polegadas são americanas.

Sim, eu podia ter levantado a mão e dito "eu sei o que é, é medida de diagramação, paicas - picas em inglês - ou cíceros. Eu fiz faculdade de jornalismo (embora não pareça) mas também fiz de computação e sei como receberiam a informação ("ah, ele entende das picas", essas coisas).

No final das contas eu tenho uma piada pra contar uma vez por ano. Tenho só que inventar jeitos diferentes de contá-la.

(resolvi não ilustrar este post)

Eu

Ontem estava na casa de minha mãe, fui procurar alguma coisa na biblioteca e acabei revirando anotações antigas, coisas de 87,88. Eu tinha 17 anos, que engraçado me ler depois de tanto tempo, parecia outra pessoa. Só sei que era eu porque a letra é minha e de alguma coisa eu lembro mas de resto é outro ser humano.

Curioso estar lendo o Mundo de Sofia bem no trecho que fala dos filósofos da experiência, principalmente Hume. Sempre me vi como unidade, o mesmo EU desde que sou gente. Não sou egocêntrico nem vaidoso mas sempre reconheci um núcleo, sempre soube que eu estava ali e sempre fui. Mas não percebi como esse EU mudou com o tempo.

A idéia de Hume é que não existe um núcleo fixo, imutável para a personalidade. Eu, por sempre ter sido, achava que era assim. Agora vejo que não. Comparado com o que li percebi que sou outro, quase pai daquele que era, se é que é possível ser pai depois.

Segunda feira de Garfield

Dia esquisito, parado, cinzento. Daqueles onde você pensa e não conclui. O pequeno Bandini ficou meio caido o dia todo, gripado?, sei lá mas isso já diminui o humor. Tive umas dúvidas:

Qual a diferença entre agrin e vinagre?
Por que o Keith Richards achou uma boa idéia escalar um coqueiro?
Por que se espantam quando um campeão de acrobacias em monomotor morre num acidente aéreo?
O Garotinho perdeu 6 quilos com a greve de fome (o que eu duvido, os correligionários devem "malocar" uns sanduiches aqui e ali) mas onde ele perdeu a vergonha?
Por que a Globo chateia a gente (até magoa) com o Galvão Bueno transmitindo corridas de fórmula 1? Não basta o Barrichello correndo?

Saturday, May 06, 2006

Iguais e diferentes

Estava assistindo no Jornal da Record uma reportagem sobre uma feira de produtos para deficientes. Além de ver a tecnologia aplicada para facilitar a vida dos portadores - alguns equipamentos são admiráveis - sempre fica aquele pensamento voando na cabeça, do tipo "pô, eu tô aqui, inteiro, e só reclamo". E é verdade mesmo, a gente reclama demais.


O irmão de Ludmilla é deficiente auditivo. Se comunica com sinais e, cá entre nós, por mais que eu tente tenho certeza de que muitos dos sinais que faço quando "conversamos" são impossíveis de entender (e por vezes ridículos). Ele, por outro lado, faz poucos sinais que resumem com clareza imensa o que está querendo dizer.

O mais interessante é o contato que está tendo com os pequenos. Ora, eles estão aprendendo a se comunicar, repetem o que falamos, exploram a língua por caminhos certos e errados, experimentando. Com o tio é a mesma coisa mas as ferramentas são diferentes: eles já perceberam que a comunicação é feita de outra forma e tem explorado muito gestos e expressões. Tanto que se entendem bem, principalmente o tio e o pequeno Bandini.

Tem gente resistente mas as diferenças fazem muito bem pra todo mundo, principalmente pra mostrar que no final somos todos iguais.

Sábado em São Paulo

Sábado. Tem feira a dois quarteirões de casa mas raramente vamos. É questão de fase. Mas não é raro a mãe de Ludmilla aparecer com pastéis (da feira, claro) para os pequenos Bandini. Dia de mexer nas plantas, brincar com o cachorro...

Não hoje. Curso em São Paulo, saí de casa as 7 da manhã. As 8 e meia estava na cidade universitária, as 9 a coisa começou. Curso da universidade onde dou aulas, assunto interessante mas foram 6 horas seguidas com apenas um intervalo de 20 minutos. Doeu.

No final estavam todos com os olhos esbugalhados (pelo sono e pela luminosidade dos micros) em dúvida se saiam correndo ou desistiam de viver ali mesmo. Quando acabou decidi sair correndo e dirigi feito um zumbi de volta a Baixada. Não foi ruim, o ambiente é bem legal, foi cansativo.

No início de fevereiro fiz a primeira parte desse curso só que num dia de semana. Trânsito infernal, demorei 1 hora só pra chegar a Imigrantes. Hoje, tudo fluindo, 1 hora depois estava
chegando aquela escultura gigante de um peixe (de gosto duvidoso) que tem na entrada de Santos.

Engraçado ver São Paulo com sua cara de fim de semana: a cidade quase conseguiu parecer bonita.

Friday, May 05, 2006

Companheiro Evo, companheiro Chaves...


Impressionante a inoperância do Lula nessa crise com a Bolívia. Está num mato sem cachorro: bateu com a cara numa porta de vidro que ele mesmo ajudou a instalar e ainda deu meia volta para limpá-la após o choque.

Só sendo "companheiro" pra entender. Alguém me explique.

rio da prata


Claro que, como santista, adorei os 3 a 1 do River no Corinthians e a manutenção desse vazio continental na alma do "timão". Mas foi lamentável assistir a violência que se seguiu. Aliás, não sei se é impressão minha ou se o futebol tem sido cenário de violências cada vez mais frequentes.

Pelo resultado, ótimo, não posso negar. Pelo resto, uma pena.

Thursday, May 04, 2006

Te cuida, Beckham


Essa é de anteontem, aula na classe, 75 almas anotando a tralha que joguei na lousa. Distraido, comecei a riscar a mão esquerda com o giz branco. Isso parece ter espantado uma aluna:
-"Professor, não faça isso!... "
- ?
- "...passar giz na mão, deixa ela áspera. Tem que passar hidratante nas mãos."
-Hidratante?
-"É, todos os dias. Não é, fulaninho?"
Fulaninho era o carinha do lado dela, que confirmou:
-"É, professor, nas mãos e nos cotovelos."
-Nos cotovelos?
-"É", continuou o fulaninho, "senão eles ficam grossos".
Passei as mãos nos cotovelos. Pareciam lisos, só com aquelas ruguinhas típicas de cotovelos, pra permitir a dobra dos braços.
-Parecem lisos.
-"É, professor, mas não dá pra ficar com as mãos ásperas", concluiu a aluna.
-Mas sabe o que é, eu também não carrego pedra. E não tenho muito jeito pra esse negócio de metrossexual.

Bom, pelo menos os alunos se preocupam comigo...

Recompensa

Depois passamos no Carrefour e encontrei filés de atum por 8,95 o quilo. Pechincha. Levei tudo que tinha pra casa e fiz os primeiros, temperados com vinho. Como diria um ex-aluno meu (que, aliás, só falava isso): show de bola.

Pequenos olhos castanhos

A pequena Bandini reclamando que os olhinhos estavam ardendo, na terceira reclamação marcamos oculista. Hoje, 5 e meia da tarde. Eu e Ludmilla resignados com a espera inevitável, a pequena se comportando bem, folheando gibis, vez por outra se arrastando pelo chão. Pouca gente esperando, ambiente confortável, umas cervejas e uns tira-gostos e eu poderia passar mais umas 3 horas ali.

Uma hora de espera, chega uma mãe destruida pelo tempo, pela maternidade ou talvez pela aliança entre ambos, junto do rebento: "eu tenho QUATRO ANOS", entrou discursando em voz alta. Gordinho, cabelo máquina dois, avistou a pequena Bandini.

"-Eu quero brincar com ela".
A pequena se encolheu no meu colo.
-"Por que ela não quer brincar comigo?"
"-Porque você é irritante", eu diria. Mas disse "porque ela é tímida".

Pronto, o moleque ficou rondando a área como um escaravelho voador (alguém leu O Escaravelho do Diabo quando estava na escola?), dando golpes de karatê e perguntando "por que ela não quer brincar comigo" de 3 em 3 minutos até sermos chamados.

Uma hora e meia de espera, consulta de dez minutos, ainda bem que a pequena Bandini tem os olhos de lince da família (seria verdade se a família toda não usasse óculos), isto é, não tem nada nos olhinhos.

Foi só um fim de tarde diferente.

vem fazer glu glu - a vez do Peru

Nada tem me deixado mais preocupado na vida que a greve de fome do Garotinho. Como dormir tranqüilo sabendo que aquele poço de honestidade pode estar perdendo mais um grama naquele exato momento?

Mas ver a turminha do Chaves crescendo não me deixa confortável. Agora é o Peru. Ollanto Humalla é o candidato preferido do venezuelano e tal indicação já representa um cartão de visitas.

O fato é que após as direitas pintarem e bordarem na América do Sul o povo, de saco cheio, está direcionando os votos para a esquerda, seja ela populista ou não.

Em terras onde já se discutiu Mercosul e mercados comuns em geral terminamos este post apontando para Humalla sem Alca. E que a Condoleezza não nos ouça.

Wednesday, May 03, 2006

Passa bem perto


No domingo a família Bandini se disfarçou de turistas e foi passear no pier de pesca, na Ponta da Praia. Fica bem em frente a Fortaleza da Barra, bem estruturado, com lanchonete , banheiros e uma ótima vista do entre e sai de navios.

Foi preciso ficar de olho nos pequenos Bandini, excitados com tanta coisa diferente pra ver. A chance de ouvir "criança ao mar" é razoável já que a grade de proteção é complementada com cabos de aço finos, flexíveis demais. Mas eles, subornados com sacos de salgadinhos, se comportaram bem e aprenderam que "barco grande" é "navio" e não "barcozão".

É curioso como aproveitamos pouco as instalações de lazer da cidade. Quando viajamos fuçamos cada canto como loucos. O que temos aqui por estar sempre a disposição quase nunca é procurado.

A velha coisa do "santo de casa..."

Pergunta



É a gripe do frango que está chegando e estão vacinando os idosos?

(fonte da foto:www.geografiapucmg.blogger.com.br)

Vamos respeitar o estatuto do idoso


Sempre que fazem campanha contra a polio levamos os pequenos Bandini. É realmente importante. Nessas visitas é lei encontrarmos o Zé Gotinha (sempre fico imaginando quem é o infeliz que está dentro daquela fantasia toda torta suando em bicas). Entendo que é para dar um ânimo a molecada e também entendo que ele mais assusta do que anima alguém.

Agora, vovô e vovó Gotinha? Ah, vai!, é sacanagem com os idosos. O que é isso? É preciso animar os velhinhos? Eles tem de se divertir enquanto tomam a vacina? É para distrair a atenção? O velhinho está lá, encantado com a vovó Gotinha, vem o atendente do posto e "tof", lasca o espeto enquanto ele está desprevinido.

Deve ter alguma coisa no estatuto do idoso sobre isso. Falta de respeito, falta de dignidade, não sei bem o que...mas alguma coisa deve ter.

Prefeitura de Santos...

...está se divertindo com uma campanha diferente: lá pras 7 e meia, 8 da manhã (inclusive sábados, domingos e feriados) eles ligam pra sua casa (insistentemente) e , animados como sempre, avisam que "hoje a campanha contra a dengue está em seu bairro, vamos acabar com ela!!!" (com a dengue, bem poderia ser com a campanha).

Afastando sutilmente a cortina você enxerga dezenas de "agentes" com camisetas azuis e brancas rondando, desnorteados, pela sua rua (desconfio que sejam treinados para agirem como mosquitos e, talvez assim, surpreendê-los). Você pensa em se esconder mas é pior, eles não te esquecem, voltam a toda hora, então você espera a campainha a qualquer momento.

Ontem foi o dia do meu bairro e a campainha enfim tocou. Uma menina com uma prancheta (pranchetas ainda existem!) perguntou nome, telefone, comentou como o jardim estava bonito, florido e coisa e tal e se despediu.

Mas e os ralos, calhas, sal grosso e tudo mais? E o mosquito, pô?
Perguntássemos à mocinha e ela provavelmente teria respondido: "mosquito? que mosquito?"

Monday, May 01, 2006

Tudo na mesma

Bolívia assume controle absoluto dos hidrocarbonetos, Garotinho faz greve de fome e tribunal de contas examinará gastos com viagem do astronauta brasileiro.

Como diria meu pai, nada de novo no front.

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